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Na manhã cinzenta do passado Domingo, dia 30 Setembro, a ACDC
deslocou-se ao campo do vizinho G.D.R.Campo, para disputar o jogo
referente à 2ª Jornada do Campeonato Futebol Popular de Barcelos. Pela
primeira vez nesta época os carapecenses conseguem a vitóra, num jogo
atribulado. Foi uma vitória importante quer a níveis pontuais, como a
nivel psicológico, pois vem dar animo aos nosso jogadores.
O Carapeços apresentou a titulares: Rafael, Ricardo, Pires, Octávio,
Costinha, Bruno, André, Paulo Pincho, Paulinho, Alemão e Zé Carlos. No
banco ficaram: Pombo, Azevedo, Rui, Mendes, Sapinho e Pedro.
A ACDC entra bem no jogo, fazendo ataques sucessivos e
perigosos, enquanto que a equipa adversária chegava esporádicamente a
baliza defendida por Rafael. Com esta superioridade os carapecenses
chegaram naturalmente ao golo. Aos 20 minutos, Zé Carlos, pela direita, cruza onde aparece Alemão que encosta para o fundo da baliza, colocando o Carapeços na frente do marcador. Cinco minutos
depois, Costinha, com um cruzamento/remate da direita, quase engana o
guarda-redes adversário, obrigando-o a uma defesa a dois tempos.
Contudo, com o golo carapecense o Campo “acordou” um pouco, começando a
subir mais no campo. Prova disso, é um livre perigoso à entrada da
área, por alegada falta de Octávio, mas felizmente para a ACDC a bola
passa ao lado. Minutos mais tarde, novamente a equipa da casa com um
lance perigoso, Ricardo, defesa carapecense, falha o corte da bola,
isolando o adversário, valendo Rafael a oferecer o corpo e defendendo
para canto. Nesta altura notava-se bem o crescimento de jogo do
Salvador, contudo o Carapeços ia controlando o jogo e o marcador. Aos
40 minutos Bruno vê amarelo, por uma falta cometida a meio campo. Dois
minutos depois, Alemão (capitão carapecense) vê também a cartolina
amarela por uma falta dura na metade carapecense. Na marcação do livre,
Rafael com uma defesa suberba defende para canto. Mesmo ao terminar a
primeira parte, novo livre à entrada da área para o Campo por falta de
Pires (desta vez a falta não existe). Mais uma vez com uma defesa
espéctacular desvia a bola para canto.
A primeira parte termina com o Salvador do Campo no ataque,
no entanto era o Carapeços que estava na frente do marcador e que ia
controlando o jogo.
A segunda parte começa sem qualquer alteração no lado
carapencense. Nota-se um maior equilibrio de jogo, no entanto, desta
vez, as jogadas perigosos eram azul e amarelas. Paulinho, pela esquerda
cruza, aparecendo Alemão na cara do guarda-redes a cabecear ao lado. De
seguida, novamente o capitão carapecense a rematar com o guardião
visitado a defender. A partir daqui o jogo começou a ganhar contornos
mais feios. Um jogador da casa vê o cartão vermelho por acomulação de
amarelos, uma completa infantilidade, o primeiro amarelo tinha sido
mostrado dois minutos antes por palavras dirigidas ao árbitro, o
segundo deveu-se a um corte com a mão a meio campo. A partir daqui o
Carapeços jogava com mais um homem. Minutos depois, num lance confuso,
que envolveu Costinha e o jogador do Campo Pori gera uma pequna
confusão, de onde saíram amarelo para Costinha e para um outro jogador
do Salvador, que tinha acabado de entrar em jogo. Seguidamente, esse
mesmo jogador iria ver o vermelho directo por agressão a Pires (posto
isto pergunta-se o porquê da entrada deste jogador no jogo). O jogo foi
decorrendo, agora com o
Carapeços com mais dois jogadores, contudo surge uma contrariedade para
a equipa carapecense, a substituição de Bruno um pouco queixoso,
entrando para o seu lugar Sapinho. Nesta substituição, Chico Zé,
treinador carapecense, aproveitou para também alterar na frente de
ataque, saiu Alemão (jogador que marcou o golo, mas que no entanto não
esteve ao seu melhor nível durante o resto da partida, sendo “apanhado”
várias vezes em fora de jogo, e perdendo algumas oportunidades de golo)
e entrou Pedro. O Carapeços tentava ainda marcar o segundo golo,
Ricardo, com um passo longo desmarca Paulinho, mas este, em vez de
rematar a baliza tenta passar, perdendo a bola. Em resposta a equipa de
Salvador isola um homem, obrigando mais uma vez Rafael a intervir, na
recarga a bola acaba por parar nas maos do guardião carapencense. Até
final não se registarma lances dignos de registo, apenas nota para as
substituições no lado da ACDC, saíram André, Costinha e Zé Carlos,
entrando Rui, Pombo e Azevedo respectivamente.
O Carapeços é um justo vencedor pela simples razão de ter sido a equipa
mais inteligente e serena em campo. Para jogar futebol é preciso também
ter inteligencia, inteligencia que faltou a equipa do Campo (note-se os
lances das duas expulsões). A ACDC foi a única equipa a conseguir
marcar, por isso tem todo o mérito na vitória. Ainda um destaque para
Rafael, guarda-redes do Carapeços, quando chamado a intervir esteve
sempre bem, negando várias vezes o golo ao adversário. Ainda a
referência para os jogadores ex-juniores (André, Rui, Sapinho, Pombo,
Azevedo) que dão mostras muito positivas para manterem o futuro
historial carapecense vitorioso.
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