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Realizou-se na passada sexta
feira dia 29 de Fevereiro de 2008 , pelas 21H00 uma Assembleia paroquial , na
igreja desta freguesia . Na ordem de trabalho faziam parte apresentação de
contas do ano 2007, e outras questões que mais adiante passamos a
citar.
A afluência de público fez-se
notar. A Igreja estava cheia, o que só vem provar o interesse que estas
questões acarretam. Sem ter em minha posse valores oficiais, arriscaria em
dizer que estariam cerca de 200 a 250 pessoas presente
para esta importante reunião.
Deu inicio à sessão O Sr. Padre
João Antunes . presidente do conselho económico e pároco da paróquia, eram 21
horas em ponto.
Esclarecimento.
Antes da apresentação de contas o
Padre João fez questão de esclarecer , um caso que punha em causa o nome de um paroquiano a quem era acusado na
opinião publica de não estar com os seus pagamentos referentes aos direitos
paroquiais em dia , Padre João explicou o que era falso, e que esse
paroquiano nada devia ,estando em dia de acordo com as suas obrigações.
Foi lida em público a acta nº7 da
qual constava entre outras coisas o vencimento a auferir pelo Padre João, e os
nomes das pessoas , que tomaram posse 8 ? que compõe o conselho económico.
Relaório de contas.
De seguida foi apresentado o
relatório de contas projectado num tela de forma bem visível em que todas as
pessoas puderam ver , tendo Manuel Costa Pereira explicado com mais pormenores os números apresentados.
No relatório de contas aproveito
para salientar alguns números (não todos) que me parecem ser os mais
relevantes.
15.410 foram os custos do
pagamento do ordenado e contribuição de segurança social e IRS para com o nosso
pároco no ano 2007.
Cerca de 19000 euros foi a
receita dos direitos paroquiais pagos
pelas 658 famílias inscritas no ano 2007. Destacam-se aqui os Lugares do Monte
com 58 e lugar de Olival com 56 famílias
inscritas.
Quem nomeia a Comissão?
Passando a perguntas e respostas
, o paroquiano Davide Ferreira começou
por perguntar a quem competia nomear os nomes para a comissão económica, Padre
João respondeu que foi ele, pois cabia a si escolher, ouvir as pessoas por si
nomeadas, e de seguida apresentar ao bispo da diocese.
Quem paga o IRS.
Um outro paroquiano (Filipe ?)
fez questão de perguntar sobre quem pagava os descontos para segurança social e
IRS do ordenado do Padre João. Aqui Manuel Costa Pereira explicou e bem ,
aquilo que tinha sido acordado e ficado escrito na acta anterior lida por si , 750 euros líquidos. por mês com as
outras despesas a serem suportadas pela comissão.(ou freguesia).
Tecto da igreja não foi restaurado!
Rui Andrade , perguntou o porquê
de nas obras feitas no ano 2007 não terem incluído o arranjo ou tratamento do tecto da Igreja . Como resposta foi-lhe dito
que não foi esquecido, as comparticipação das pessoas no peditório não chegava para fazer essa
intervenção, e ao mesmo tempo não ser
uma prioridade.
Paga-se serviços da casa mortuária.?
Maria do Céu Ferreira perguntou
por outras palavras o porquê de ser preciso pagar de quando um defunto ocupa a
casa mortuária.
Padre João respondeu que as
pessoas não estavam obrigadas a pagar . Apenas algumas famílias da pessoa
falecida pagam voluntariamente uma verba simbólica destinada aos cuidados de
limpeza entre outras coisas.
De quem partiu a ideia de não se realizar a procissão dos passos?
Davide Ferreira questionou mais
uma vez de quem partiu a ideia de não se
realizar a procissão dos passos, e onde para o dinheiro que sobrou da última.
Padre João respondeu não ter sido
ele o culpado de fazer ou não esta procissão, mas foi dizendo que havia
quadros nesta procissão, como seja nossa senhora de Fátima, que não deveriam
fazer parte da via sacra. Gastar mil contos numa tarde também lhe parecia
desperdício , sobre a sobra do dinheiro
diz não saber em que mãos para e
desconhece a quantia.
Dinheiro que sobra das festas deve ser entregue à comissão ! porquê?
Sr. Mendes perguntou porque
motivo a comissão económica quer que lhe seja
entregue o dinheiro no caso de
sobrar, de quando a realização de festas , e que o mesmo não se passa , caso o dinheiro não
chegue seja a comissão económica a pagar
as dívidas.
Aqui foi-lhe dito que não faz
sentido que uma determinada comissão
festas seja irresponsável ao fazer os contratos que quer e lhe apetece e
que depois não sejam eles a pagar a falta de sentido de responsabilidade. A comissão económica ao passar recibos aos
patrocinadores, já está a dar uma boa ajuda às comissões, evitando que
estas se colectem cada vez que se
realizem festas .
Crianças expulsas da catequese.
David Ferreira perguntou se foi
verdade expulsar duas crianças da catequese, só porque estas tinhas faltado duas vezes . Padre João respondeu que
também na catequese há regras para cumprir , e nalguns destes casos as crianças
foram malcriadas para com as catequistas.
Casa de Nazaré não pertence a Carapeços.
Ana Coutada entre outras coisas
questionou o porque não se utilizar o espaço da Casa de Nazaré ou até a Igreja , para se ensinar catequese, quando se fala em falta de espaços
para esta funcionalidade . , uma vez que ela no seu tempo até em cima de caixas
aprendeu a doutrina, também questionou
que a falta de novenas no Natal e S. Sebastião entre outras que se faziam com o seu
antecessor e que se deixaram de fazer com a sua chegada , fazendo com isto com as pessoas se afastem cada vez mais da Igreja . Padre João respondeu que a casa
de Nazaré não pertence á paroquia mas sim à Cor Unum. E na Igreja não é o lugar mais indicado para estes fins. E
que nas outras questões , diz que ao ter três freguesias a seu cargo não lhe era possível fazer tudo,
e que não pode ir chamar as pessoas a casa para participarem nas acções religiosas.
A construção de uma nova residência.
Mas o prato forte ficou guardado para o fim. A construção de
uma nova residência em detrimento da actual,
a fim de dar lugar, e remodelar esta para
salas de catequese.
Aqui as perguntas subiram de tom
, após os números divulgados pelo estudo apresentado pela comissão económica .
falou-se em planos (A) e (B) que vou tentar explicar .
Números exorbitantes.
Segundo os estudos ! A
requalificação da residência actual , para ter as condições ideais para
habitação , no parecer dos técnicos seriam
precisos, falando em contos 30.000, a comissão diz que com esse valor se
constrói uma residência de raiz .
E o espaço do 1ªºandar daria
lugar a não sei quantas salas de
catequese. Não me apercebi dos valores que seriam gastos na transformação para as ditas salas.
Centro pastoral Plano (B).
O plano (B) seria construir um
centro pastoral , mas este custaria no
parecer os técnicos 100 mil contos , acrescentar mais a requalificação da
residência de 30 mil contos , estaríamos a falar em qualquer coisa como 130 mil
contos, números demasiados altos , para optar por este plano.
Houve contactos no sentido de construir a nova residência no lugar de caride.
A residência seria construída no
actual passal ao lado da existente . Depois das negociações falhadas, da troca
de terrenos no acerto de limitações num
terreno da confraria no lugar de Caride
com um vizinho confrontante.
Surgiram novas propostas dos paroquianos.
Manuel Ferreira . e Bernardo Real deram por ideia anexar as salas de catequese ao edifício existente
,requalificando-se a residência actual.
O Exemplo de como se faz uma casa por 15 mil contos!
Falando em números Manuel
Ferreira disse ter construído a sua casa recentemente com
15000 contos, e no seu entender é uma
casa que se pode ver , não vendo razões para se gastar 30 mil na proposta
apresentada. Eu próprio ( autor desta notícia) questionei que os números
apresentados dos estudos de serem
necessários 30 mil para a requalificação da residência não eram reais e tudo isto era uma forma de desviar atenções
ou deitar poeira para os olhos já que 6000 contos ! Isto é menos de 25% dos
valores apresentados eram suficientes para criar as condições necessárias para se viver de forma confortável na residência
actual.
Forçar votação.
Todas estas ideias não
convenceram Padre João que se apressou a
ir a votos .
Onde só havia duas opções .
1ª. Opção . A proposta
apresentada pela comissão.
2ª. Deixava-se ficar tudo na mesma.
Votação pouco democrática.
Manuel Real pediu a palavra e
disse ! Sr. Padre João, porque não pergunta quem quer restaurar a residencial actual
e fazer uma ampliação para salas de catequese. Ou votar a proposta por vocês
apresentada .
Padre João respondeu que isso não
resolveria os problemas e continuava a querer lavrar em acta a decisão e
votação naquele dia e naquela hora.
Adiar votação.
Depois de uma pequena mini
conferência entre três pessoas Rui Andrade pediu a palavra e disse .SR. Padre
João, esta é uma decisão importante, parece-nos um pouco precipitada e muito em
cima do joelho. Porque não marcar uma próxima reunião ,e para dar tempo ás pessoas aqui presentes, irem
para casa pensar transmitir a outras que cá não estiveram para reflectir. Ao mesmo tempo vamos deixar
amadurecer todas estas propostas e ideias aqui referidas.
Será marcada uma nova assembleia.
O pedido foi aceite.
Renasce a esperança.
Na minha opinião Padre João
decidiu bem ao aceitar este pedido, porque poderia ser catastrófico ir a
votação com uma minoria de pessoas
votarem um projecto que seria que ter pago por todos os paroquianos. Isto
porque havia muita gente presente que se
ia obster, porque não ia compactuar apenas com uma única proposta, e quase forçada a ser votada.
A sessão terminou passava da meia
noite.
Links para Assuntos relacionados.
- Centro Cívico.
- Residência.
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