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Assembleia Paroquial de Carapeços. criar PDF versão para impressão enviar por e-mail
Escrito por José Pernicas da Silva   
Domingo, 02 de Março de 2008

dsc02356.jpgRealizou-se na passada sexta feira dia 29 de Fevereiro de 2008 , pelas 21H00 uma Assembleia paroquial , na igreja desta freguesia . Na ordem de trabalho faziam parte apresentação de contas do ano 2007, e outras questões que mais adiante passamos  a citar.
A afluência de público fez-se notar. A Igreja estava cheia, o que só vem provar o interesse que estas questões acarretam. Sem ter em minha posse valores oficiais, arriscaria em dizer  que estariam cerca de 200 a 250 pessoas presente para esta importante reunião.
Deu inicio à sessão O Sr. Padre João Antunes . presidente do conselho económico e pároco da paróquia, eram 21 horas em ponto.

Esclarecimento.

Antes da apresentação de contas o Padre João fez questão de esclarecer , um caso que punha em causa  o nome de um paroquiano a quem era acusado na opinião publica de não estar com os seus pagamentos referentes aos  direitos  paroquiais  em dia ,  Padre João explicou o que era falso, e que esse paroquiano nada devia ,estando em dia de acordo com as suas obrigações.

Foi lida em público a acta nº7 da qual constava entre outras coisas o vencimento a auferir pelo Padre João, e os nomes das pessoas , que tomaram posse 8 ? que compõe o conselho económico.

Relaório de contas. 

De seguida foi apresentado o relatório de contas projectado num tela de forma bem visível em que todas as pessoas puderam ver , tendo Manuel Costa Pereira  explicado com mais pormenores    os números apresentados.

No relatório de contas aproveito para salientar alguns números (não todos) que me parecem ser os mais relevantes.

15.410 foram os custos do pagamento do ordenado e contribuição de segurança social e IRS para com o nosso pároco no ano 2007.

Cerca de 19000 euros foi a receita  dos direitos paroquiais pagos pelas 658 famílias inscritas no ano 2007. Destacam-se aqui os Lugares do Monte com 58 e lugar de Olival  com 56 famílias inscritas.

Quem nomeia a Comissão?

Passando a perguntas e respostas , o paroquiano  Davide Ferreira começou por perguntar a quem competia nomear os nomes para a comissão económica, Padre João respondeu que foi ele, pois cabia a si escolher, ouvir as pessoas por si nomeadas, e de seguida apresentar ao bispo da diocese.

Quem paga o IRS. 

Um outro paroquiano (Filipe ?) fez questão de perguntar sobre quem pagava os descontos para segurança social e IRS do ordenado do Padre João. Aqui Manuel Costa Pereira explicou e bem , aquilo que tinha sido acordado e ficado escrito na acta anterior lida  por si , 750 euros líquidos. por mês com as outras despesas a serem suportadas pela comissão.(ou freguesia).

Tecto da igreja não foi restaurado!

Rui Andrade , perguntou o porquê de nas obras feitas no ano 2007 não terem incluído o arranjo ou tratamento do  tecto da Igreja . Como resposta foi-lhe dito que não foi esquecido, as comparticipação das pessoas  no peditório não chegava para fazer essa intervenção, e ao mesmo tempo   não ser uma prioridade.

Paga-se serviços da casa mortuária.?

Maria do Céu Ferreira perguntou por outras palavras o porquê de ser preciso pagar de quando um defunto ocupa a casa mortuária.

Padre João respondeu que as pessoas não estavam obrigadas a pagar . Apenas algumas famílias da pessoa falecida pagam voluntariamente uma verba simbólica destinada aos cuidados de limpeza entre outras coisas.

De quem partiu a ideia de  não se realizar a procissão dos passos?

Davide Ferreira questionou mais uma vez de quem partiu a ideia  de não se realizar a procissão dos passos, e onde para o dinheiro que sobrou da última.

Padre João respondeu não ter sido ele o culpado  de fazer ou não  esta procissão, mas foi dizendo que havia quadros nesta procissão, como seja nossa senhora de Fátima, que não deveriam fazer parte da via sacra. Gastar mil contos numa tarde também lhe parecia desperdício , sobre a sobra do  dinheiro diz não saber em que mãos para  e desconhece a quantia.  

Dinheiro que sobra das festas deve ser entregue à comissão ! porquê? 

Sr. Mendes perguntou porque motivo a comissão económica quer que lhe seja  entregue  o dinheiro no caso de sobrar, de quando a realização de festas , e que  o mesmo não se passa , caso o dinheiro não chegue seja a comissão económica  a pagar as dívidas.

Aqui foi-lhe dito que não faz sentido que  uma determinada comissão festas  seja  irresponsável ao  fazer os contratos que quer e lhe apetece e que depois não sejam eles a pagar a  falta de sentido de responsabilidade.  A comissão económica ao passar recibos aos patrocinadores, já está a dar uma boa ajuda às comissões, evitando  que  estas se colectem  cada vez que se realizem  festas .

Crianças expulsas da catequese.

David Ferreira perguntou se foi verdade expulsar duas crianças da catequese, só porque estas tinhas  faltado duas vezes . Padre João respondeu que também na catequese há regras para cumprir , e nalguns destes casos as crianças foram malcriadas para com as catequistas.

Casa de Nazaré não pertence a Carapeços.

Ana Coutada entre outras coisas questionou o porque não se utilizar o espaço da Casa de Nazaré  ou até a Igreja , para se ensinar  catequese, quando se fala em falta de espaços para esta funcionalidade . , uma vez que ela no seu tempo até em cima de caixas  aprendeu a doutrina, também questionou que a falta de novenas no Natal e S. Sebastião  entre outras que se faziam com o seu antecessor e que se deixaram de    fazer com a sua chegada , fazendo com  isto com as pessoas se  afastem cada vez mais  da Igreja . Padre João respondeu que a casa de Nazaré não pertence á paroquia mas sim à Cor Unum. E na Igreja não  é o lugar mais indicado para estes fins. E que nas outras questões , diz que ao ter três freguesias   a seu cargo não lhe era possível fazer tudo, e que não pode ir chamar as pessoas a casa para participarem nas acções religiosas. 

 A construção de uma nova residência.

Mas o prato forte  ficou guardado para o fim. A construção de uma nova residência  em detrimento da actual, a fim de dar lugar, e remodelar esta para  salas de catequese.

Aqui as perguntas subiram de tom , após os números divulgados pelo estudo apresentado pela comissão económica . falou-se em planos (A) e (B) que vou tentar explicar .

 

Números exorbitantes. 

Segundo os estudos ! A requalificação da residência actual , para ter as condições ideais para habitação , no parecer dos técnicos seriam  precisos, falando em contos 30.000, a comissão diz que com esse valor se constrói  uma  residência de raiz .

E o espaço do 1ªºandar daria lugar a não sei quantas  salas de catequese. Não me apercebi dos valores que seriam  gastos na transformação para as ditas salas.

Centro pastoral Plano (B). 

O plano (B) seria construir um centro pastoral , mas este  custaria no parecer os técnicos 100 mil contos , acrescentar mais a requalificação da residência de 30 mil contos , estaríamos a falar  em qualquer coisa como  130  mil contos, números demasiados altos , para optar por este plano.

Houve contactos no sentido de construir a  nova residência no lugar de caride.

 A residência seria construída no actual passal ao lado da existente . Depois das negociações falhadas, da troca de terrenos  no acerto de limitações num terreno da confraria  no lugar de Caride com um vizinho confrontante.

Surgiram novas propostas dos paroquianos.

Manuel Ferreira .  e Bernardo Real deram  por ideia anexar as salas  de catequese ao edifício existente ,requalificando-se a residência actual.

O  Exemplo de  como se faz uma casa por 15 mil contos!

Falando em números Manuel Ferreira disse ter construído a sua casa recentemente com 15000 contos,  e no seu entender é uma casa que se pode ver , não vendo razões para se gastar 30 mil na proposta apresentada. Eu próprio ( autor desta notícia) questionei que os números apresentados dos estudos  de serem necessários 30 mil para a requalificação da residência não eram reais  e tudo isto era uma forma de desviar atenções ou deitar poeira para os olhos já que 6000 contos ! Isto é menos de 25% dos valores apresentados eram suficientes para criar as condições necessárias para  se viver de forma confortável na residência actual.

Forçar votação. 

Todas estas ideias não convenceram Padre João que se apressou a  ir a votos .

Onde   só havia duas opções .

1ª. Opção . A proposta apresentada pela comissão.

2ª.  Deixava-se ficar  tudo na mesma.

Votação pouco democrática.

Manuel Real pediu a palavra e disse ! Sr. Padre João, porque não pergunta quem quer restaurar a residencial actual e fazer uma ampliação para salas de catequese. Ou votar a proposta por vocês apresentada .

Padre João respondeu que isso não resolveria os problemas e continuava a querer lavrar em acta  a decisão e  votação naquele dia e naquela  hora.

Adiar votação. 

Depois de uma pequena mini conferência entre três pessoas Rui Andrade pediu a palavra e disse .SR. Padre João, esta é uma decisão importante, parece-nos um pouco precipitada e muito em cima do joelho. Porque não marcar uma próxima reunião ,e  para dar tempo ás pessoas aqui presentes, irem para casa pensar transmitir a outras que cá não estiveram para  reflectir. Ao mesmo tempo vamos deixar amadurecer todas estas propostas e ideias aqui referidas.

Será marcada uma nova assembleia.

O pedido foi aceite.

Renasce a esperança.

Na minha opinião Padre João decidiu bem ao aceitar este pedido, porque poderia ser catastrófico ir a votação com  uma minoria de pessoas votarem um projecto que seria que ter pago por todos os paroquianos. Isto porque havia muita gente  presente que se ia obster,  porque não ia  compactuar  apenas com uma única proposta, e  quase forçada a ser votada. 

A sessão terminou passava da meia noite.  

 

Links para Assuntos relacionados. 

 

  1. Centro Cívico.
  2. Residência. 

 

 

 
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