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Silêncio, que na sala se vai sonhar… Foi assim ontem à noite no auditório da casa do povo de Carapeços. Depois de ter brilhado em Lisboa, em competição, o TPC partilhou com a sua terra os momentos mágicos que compõem o seu último trabalho.
A sala encheu. A expectativa aumentava a cada minuto. Esta seria a primeira vez, oxalá muitas outras se futurem, em que o nosso querido grupo de teatro se aventurava pelos caminhos do dramático.
As gentes esperavam algo potente, afinal nunca este grupo se “dignou” fazer uma má representação, a intensidade adequada das luzes aconchegava a emoção dos presentes e anunciava que a todo o momento o espectáculo iria começar. E começou… Um silêncio arrepiante tomou conta do espaço e, como que o gelo se quebrasse repentinamente, traduzindo o grito de libertação de toda a ansiedade que pairava naquela sala… Espalharam poesia pelo ar ! Um a um, actores e convidados emprestaram as suas vozes e fizeram com que durante sensivelmente quinze minutos, o público apenas tivesse ouvidos para aqueles POEMAS [com-de-sem] AMOR!!! Foi um trabalho muito diferente daquele que o TPC normalmente faz. Uma nova incursão temática na área da poesia com a declamação de poemas de autores Portugueses e Brasileiros sendo: Olavo Bilac, Amália Rodrigues, João Roiz de Castelo Branco, Camões, João de Deus, José Carlos Ary dos Santos, Florbela Espanca, Guerra Junqueiro e Carlos Drummond de Andrade. Mas ainda a noite teria muito para contar. De forma interactiva com a plateia, os actores foram irrompendo pela sala desde o fundo até ao palco naquilo que seria, a meu ver, o início da aventura do TPC que, de forma arrojada, se propôs levar ao palco a dramatização do famosíssimo poema de Daniel Filipe – A invenção do Amor – Lembrando-me um excelente trabalho de Fernando Alves na TSF em 1994, em pleno dia dos namorados, inventando o Amor pelos versos de Daniel Filipe, qual guerra dos mundos de Orson Wells…
Digo-vos, meus amigos, que a noite de quinta feira foi mágica em Carapeços… O TPC fez-nos voar por entre inúmeras emoções… O TPC fez o público Carapecense gostar de Teatro dramático… O TPC, de facto, inventou o AMOR!!!
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