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Carapeços e a Família Monteiro de Barros criar PDF versão para impressão enviar por e-mail
Escrito por Carapeços Online   
Sábado, 30 de Julho de 2005
Importante família de origem portuguesa, proprietários rurais, urbanos, políticos, administradores e membros da chamada «aristocracia rural cafeeira». A Família Monteiro de Barros, estabelecida em Minas Gerais, tem origem, em Portugal, nas Freguesias de São Tiago de Carapeçus e de São Miguel das Marinhas, no lugar de Pinhote, ambas em Barcelos, arcebispado de Braga. Já de Portugal, vieram os dois sobrenomes unidos.
Fique a conhecer a relação entre a freguesia de Carapeços e Lucas Monteiro de Barros, que foi presidente do Supremo Tribunal de Justiça do Império Brasileiro.
Este artigo é uma compilação de informações recolhidas na Internet sobre a história da família Monteiro de Barros, pertencente à nobreza brasileira, da qual saiu um dos presidentes do Supremo Tribunal de Justiça Brasileiro.

A família Monteiro de Barros descende de Manuel Monteiro de Barros (1649 -1735), que, em 1674, casou com Inês Pereira (1653-1735), natural da freguesia de Santiago de Carapeçus. Juntos tiveram vários filhos, mas apenas se conhecem os percursos de vida de dois: Manuel Monteiro de Barros (1684-1764) e Mariana Monteiro de Barros (1692-?), dando origem aos dois ramos da família Monteiro de Barros que no futuro se viriam a fundir e originar o actual ramo Monteiro de Barros existente no Brasil.

Mariana Monteiro de Barros terá tido, porventura, aquele que foi o casamento mais mediático de sempre realizado na Igreja Paroquial de Carapeços.

No dia 30 de novembro de 1714, na Igreja Matriz de São Tiago dos Carapeços, realizava-se um acontecimento social de magna importância; a parte conceituada do lugar e arredores reunia-se para assistir ao casamento de dois filhos daquelas importantes famílias, ao casamento de João Vieira Repincho, O Moço, com Mariana Monteiro de Barros.

 

Não se sabe quantos filhos tiveram este casal, apurou-se dois nomes apenas. O primeiro, nasceu dois anos e seis dias depois do casamento, no dia 6 de dezembro de 1716, foi levado a pía batismal no dia 22 do mesmo mês, recebeu o nome de Manuel José, como prova o assento lavrado na folha 875, do livro de baptizados desse ano, da Igreja de São Miguel das Marinhas.
Manuel José Monteiro de Barros emigrou para o Brasil, fixando-se, inicialmente na Bahia, e, posteriormente, em Minas Gerais. Em 1761, Manuel José Monteiro de Barros ou Manuel Jose, de Barcelos, como era conhecido, adquiriu a sesmaria de Galés de Cima, em São João del Rei, na encosta Sul da Serra do Lenheiro, onde encontrou rica lavra de ouro, num local chamado Tejuco. Ai se fixou o primeiro núcleo de povoamento que daria origem ao Arraial Novo de Nossa Senhora do Pilar, mais tarde Arraial Novo do Rio das Mortes. Nesse período Manuel José foi nomeado, provavelmente, pelo Governador Gomes Freire, Guarda-Mor das Minas de Ouro Preto.
O seu neto, Lucas António Monteiro de Barros (1767-1851), foi agraciado com o título nobilárquico de Visconde com honras de Grandeza de Congonhas do Campo e que, posteriormente, viria a ocupar um dos mais altos cargos do estado.

Manuel Monteiro de Barros (irmão de Mariana Monteiro de Barros), viria a deixar numerosa descendência na freguesia de Vila Frescaínha, fruto do seu casamento com Maria Pereira de Barcelos, natural de Vila Frescaínha. Tiveram diversos filhos, entre eles: Manuel Monteiro de Barros II (batizado a 30.05.1734, N. S. da Assunção de Via Longa, Patriarcado de Lisboa e falecido a 26.01.1782, Carnide]. Fidalgo Cavaleiro, Médico da Câmara da Rainha D. Maria I, Cavaleiro Professo na Ordem de Cristo. Deixou geração do seu casamento a 02.02.1773, em Carnide, com Maria Joaquina de Sauvan, nascida e batizada na Freguesia da Encarnação, em Lisboa.
Desta última união, nasceu, entre outros, Maria Tereza Joaquina Sauvam Monteiro (25.06.1775, Freguesia de Carnide, Lisboa - c.1832), que se tornou a Viscondessa de Congonhas do Campo, título brasileiro, por seu casamento com seu primo Lucas Antônio Monteiro de Barros, procedente do segundo ramo desta família, proveniente de Mariana Monteiro de Barros. LUCAS ANTONIO MONTEIRO DE BARROS (Visconde de Congonhas do Campo) Filho de Manoel José Monteiro de Barros e de D. Maria Eufrasia da Cunha Matos, nasceu em Congonhas do Campo em 13 de Outubro de 1767. Em tenra idade partiu para Portugal, onde estudou o curso de humanidades e formou-se em leis pela Universidade de Coimbra, tendo-se matriculado em 1782.
A primeira nomeação que teve na Magistratura foi a de juiz de fora nas ilhas dos Açores.
Regressando ao Brasil, foi nomeado auditor da comarca de Vila Rica, obteve as mercês de beca honorária e o hábito da ordem de Cristo em decretos de 13 de Maio de 1808.
Em decreto de 29 de Junho de 1808, foi nomeado desembargador da Relação da Bahia, continuando no exercício de auditor de Vila Rica.
Em decreto de 13 de Maio de 1812, foi nomeado intendente do ouro da Corte.
Em decreto de 17 Dezembro de 1814, foi nomeado desembargador da Casa da Suplicação, continuando no exercício de intendente do ouro.
Em 1819, obteve duas nomeações: superintendente-geral dos contrabandos, em decreto de 12 de Outubro, e juiz conservador da Companhia de Vinhos do Alto Douro em decreto de 21 do referido mês.
Havendo sido criado, por alvará de 6 de Fevereiro de 1821, a Relação de Pernambuco, foi ele nomeado em decreto dessa data chanceler da mesma Relação.
No referido ano de 1821, foi nomeado desembargador do Paço, em decreto de 26 de Março, obtendo a comenda da ordem de Cristo, por decreto desta última data, e o título do conselho em carta de 5 de Abril seguinte. Foi deputado pela província de Minas Gerais às Cortes Portuguesas (1821-1822) e à Assembleia Constituinte (1823).
D. Pedro I, em carta de 8 de Julho de 1824, confirmou seu título do conselho.
Escolhido senador pela província de São Paulo, em 22 de Janeiro de 1826, tomou posse a 10 de Maio seguinte.
Foi o primeiro presidente da província de São Paulo, cargo que exerceu de Abril de 1824 a 5 de Abril de 1827.
Exercendo o cargo presidencial, fundou uma biblioteca pública (1825), instituiu o Seminário da Glória, destinado à educação de meninas pobres, estabeleceu a roda dos expostos anexa à Santa Casa da Misericórdia (1825), restaurou o Jardim Público da Luz, deu impulso decisivo à estrada de Santos a Cubatão, que foi aberta ao público em 17 de Fevereiro de 1827, e a outras obras de real merecimento.
Em decreto de 19 de Outubro de 1828, foi nomeado ministro do Supremo Tribunal de Justiça, tomando posse a 9 de Janeiro de 1829.
Em decreto de 5 de Janeiro de 1832, foi nomeado presidente do Supremo Tribunal de Justiça, cargo que exerceu até ser aposentado por decreto de 3 Março de 1842.
Sua aposentadoria foi aprovada pela Assembleia Geral Legislativa --- Decreto n.° 299, de 30 de Setembro de 1843.
O governo imperial concedeu-lhe os títulos de barão, em decreto de 12 de Outubro de 1825, visconde, em decreto de 12 de Outubro de 1826, e visconde com grandeza, por decreto de 2 de Junho de 1841.
O visconde de Congonhas do Campo faleceu na cidade do Rio de Janeiro em 10 de Outubro de 1851, sendo sepultado no cemitério da Ordem de São Francisco de Paula, em Catumbi.
Foi casado com D. Maria Thereza Joaquina de Sauvan.



Aproveitando a matéria sobre a família Monteiro de Barros quero informar que suas origens remontam ao final do séc. XVII, em Carapeços, mais extamente na Casa da Quinta da Madureira, famosa por sua história que envolve D. Inês de Castro, história bem conhecida por todos aí em Carapeços. Nossa avoenga, Mariana Monteiro de Barros, de seu casamento com João Vieira Repincho gerou dois filhos, um dos quais em tenra idade, emigrou para o Brasil, em meados do séc. XVIII, atraído pelo ouro brasileiro que naquela época aflorava a terra do solo. Manuel José, aqui no Brasil, depois de encontrar rica lavra na enconsta sul da Serra do Lenheiro, situada na cidade de São João del Rei, nas Minas Gerais, o que o tornou um homem rico, casou-se com Margarida Eufrásia da Cunha Matos, esse casal gerou enorme descendência em terras brasileiras, nós os Monteiro de Barros estamos espalhados por todo o Brasil. Tendo por objetivo congregar esta enorme família foi criada a Lista de Discussão da Família Monteiro de Barros em http://br.groups.yahoo.com/group/FamíliaMonteirodeBarros, já somos 66 participantes.

Mauricio J. Monteiro de Barros
Rio de Janeiro - Brasil

 
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