Folclore no passado e no presente.
Sangue azul e a música me pertencem. Que me faz relançar na longa história da minha vida.
A sua descendência. Sou descendente do Rei D.º Dinis! Mas como é possível se D.º Dinis casado com a Rainha D.ª Isabel não deixaram descendência para subir ao trono após a sua morte.
Sempre me disseram que a minha família era conhecida por sangue azul! Querendo isto dizer descendentes de Reis ou Dinastias.
No Minho, no Vale do Tamel, o Rei tinha a Quinta da Pia para descansar das fadigas dos seus trabalhos e reuniões dos seus conselheiros, nessa Quinta havia uma senhora que depressa se apaixonou pelo Rei, daí nasceram os rebentos de uma paixão, que a Santa Rainha nunca suspeitou do seu marido. Nessa casa solarenga e de longas tradições, pertença de vários proprietários, hoje, como no passado turbulento, mas bem legível nos velhos documentos encontrados por coincidência nas escrituras e romances, deixados nos Museus da história da Quinta da Pia. A minha Avô Rosa da Pia e Silva, filha de Francisco da Pia, assim o consta em vários registos encontrados nessa casa, casou com António José da Cruz, Natural de Vilar do Monte, descendente de uma família de Palmeira Esposende.
No princípio queria ser músico. O meu Avô usufruindo do apelido António Palmeira, muito novo entra nas escolas de música de Vilar do Monte, adaptando-se ao clarim instrumento muito preferido por ele, tornou-se um ás na mesma Banda, e mais tarde foi contra mestre. Aqui começa a bela história, e o meu gosto pela música, nenhum dos meus tios teve o interesse por seguir os passos do Pai, mas lá vem o velho ditado (antigo) se o filho do ruim sai bó, lá vem o Neto que sai ao Avô, daqui vem o vínculo ou o apego ao clarim. Eu, sorrateiro pé entre pé, entrava na sala do Avô, pegava o clarim, duas sopradelas, parecia um gato rabugento a bufar quando tem o rabo é entalado. Dia após dia, sempre as mesmas sopradelas, e nada saía a não ser vento, perguntei então ao meu Pai, o porquê do clarim do avô não tocar, e só sair vento! O meu Pai deu-me uma explicação dizendo, apertas os beiços como tocas uma buzina, então cá vou eu muito sorrateiro espiar o meu avô, que estava no souto da Areeira encostado a uma videira, aproveitando a sua ausência pego no clarim beiços apertados, mas que toque tão esquisito, parecia uma vaca a ornear, o meu Avô de ouvidos bem atentos ouviu os roncos do seu instrumento, vem disparado e entra na sala! Á grande maroto (exclamou) vou ensinar-te a música de que não gostas muito, deu-me quatro puxões de orelhas e fez-me sentar numa cadeira para me ensinar a lição. Meu rapaz um dia vou-te levar à festa de S. Tiago para veres uma Banda de Música a tocar. O tal dia lá chegou, e a Banda tocava no coreto, e o meu Avô lá me foi explicando as notas musicais, e quando o clarim tocava ele parecia explodir de alegria. Na realidade foi um encanto, eu fiquei entusiasmado por tudo o que sentia dentro de mim, e pedi ao meu Avô que queria ser músico, mas ele respondeu, meu rapaz agora é tarde de mais, a Banda de Vilar do Monte já acabou! Não vale a pena o entusiasmo, não vale a pena gostar, bem longe está o aprender. A história do meu Avô ficou-me na memória para sempre. Anos depois faleceu e eu muito triste fiquei. Recordo ainda com saudades das minhas traquinices e os roncos do clarim. Avô pás á tua Alma.
Tomar gosto o pelo folclore e ao mesmo tempo uma paixão Como sem a Banda de Vilar do Monte não podia ser músico, apareceu outra música mais alegre, mais viva, mais amorosa, que fez nascer em mim mais um romance apaixonante,”o Folclore”. Recordações mais puras, mais alegres, mais românticas, que traduziu dentro de mim uma pureza inigualável que jamais eu imaginaria, essas melodiosas cantigas, criaram em mim o crer mais e melhor, era nas festas e romarias que aparecia as belas e lindas cantigas do folclore português, com as gravações feitas em disco, uma nova paixão renasceu, e mais próximo estou do meu sonho, o folclore em Carapeços Em 1954 tinha eu doze anos apascentava o gado numa terra junto ao apeadeiro, terreno onde hoje é a minha habitação, conheci ali uma vizinha, “a Maria Patrícia”que me perguntou de quem eu era, e me disse de seguida! Tu tens uma prima chamada Idalina que é minha sobrinha, não mora cá, mora muito longe, em Almeirim, um dia a vais conhecer, ela e a mãe são componentes do Rancho de Almeirim, como posso eu a vir a conhece-la se Almeirim fica muito longe? Perguntei eu! Como poderia ser feito esse encontro? E morreu toda a minha esperança. Um ano depois, o meu pai comprou uma bicicleta ao meu tio, mas não era de bicicleta que iria realizar meu sonho! Que era conhecer a prima de Almeirim! Mas com a bicicleta conheci o folclore verdadeiro.
De bicicleta percorri Vilas e Cidades para conhecer o folclore. Fui a Vilas e Cidades, e também a aldeias, Santa Marta de Portuzêlo, Meadela, Ponte de Lima, Vila Verde, Póvoa de Varzim etc. Assim fui vendo e ouvindo a bela música, os cantares e as danças, quando esses festivais eram aos Domingos de tarde, até que na festa das Cruzes havia folclore em que o Rancho de Almeirim estava presente. Surgiu de novo a minha oportunidades. No dia 3 de Maio e do meu aniversário tinha o dia para a minha liberdade que o meu pai me dava e também uns tostões, e lá vou eu para Barcelos ver o desfile, desde da Câmara Municipal até ao Parque da Cidade, eu lá consegui passar o portão sem pagar e dirigi-me ao recinto, e perguntei aos elementos do Rancho de Almeirim se havia alguma Idalina, a resposta foi positiva e logo a seguir ao meu encontro vieram mãe e filha, depois da minha apresentação muito conversámos, até que me incentivaram a incorporar-me no Rancho de Barcelinhos para que nos pudesse-mos encontrar mais vezes. Um dia na época das colheitas havia uma esfolhada no caseiro do Costa e Silva, “o Joaquim Pinheiro”, nessa altura e com sempre o Rancho de Barcelinhos fazia recolha de danças onde ali conseguiram para o seu reportório,”o Perim”,”o Sapatinho, “o Malhão do Souto”, “o Regadinho”e “o Zé que Fumas”, nesse dia algumas pessoas foram abeiradas para ensaiar, casos do Retital a Tia Preciosa, o “Alexandre”, o António do Capitão, e mais algumas que não me recordo, para ir ensaiar. O Rancho dava transporte, mas eu tinha a bicicleta até que um dia o Rancho recusou dar transporte e como eu tinha bicicleta fiquei, nas saídas do mesmo encontrei-me por duas vezes com o Rancho de Almeirim, uma na sua terra outra no palácio de Cristal no Porto. Mas como nesse dia ou antevéspera faleceu o Xico do Capitão e como Barcelinhos contava com a tia Preciosa e os capitães, que como é obvio não foram ficaram muito aborrecidos e suspenderam-nos, eu deixei o Rancho de Barcelinhos e fui para o Rancho “Doutor S. Paio de Braga”,uma vez que eu tocava cavaquinho não fazia falta os ensaios só ia as actuações, recordo que também fiz parte do grupo de cavaquinhos “Júlio Pereira”Um dia em Braga Júlio Pereira é convidado a fazer uma digressão ao Brasil, e como eu já tinha 20 anos ninguém me passava licença para me ausentar do País, tive que ficar em terra e assim terminou a primeira fase de folclore de cavaquinhos e tudo mais.
A guerra do ultramar veio interromper a minha vida alegre. A partir daqui começou o meu sacrifício, a tropa e a guerra do ultramar vieram interromper a minha vida alegre, e começaram os dias tristes, uns atrás dos outros, se passaram cinco anos. Dá-se o meu regresso, e se regressar foi muito bom, na memória trazia muitos pesadelos, e tudo me aborrecia, quando havia fogo de artifício era o que mais me aterrorizava, pois estava constantemente a viver os pesadelos dos maus momentos dessa maldita guerra, ainda hoje fico arrasado quando penso nesses maus momentos.
O regresso ás origens. Na época em que fiz parte do folclore vários encontros tive com Pedro Homem de Melo, como o Rancho de Barcelinhos recolheu algumas danças de Carapeços fui advertindo que tencionava fundar um grupo folclórico, mas desejava uma explicação sobre as danças, pois que elas tinham um encanto no principio mas a partir daí era um empadonho tremendo, ninguém aguentava o ri timo. Mas a explicação foi dada com muito carinho pois cortem a dança a meio e façam a parte principal quatro ou cinco vezes e depois convidem-me para eu me certificar se o vosso trabalho está dentro das normas do folclore, mas esse convite nunca foi feito e ainda bem porque talvez parte das danças seriam para ele restabelecer a riqueza do património para outro rancho da sua simpatia. Mas no meio de tudo isto apenas a canção as Pombinhas da Catrina, (menos a dança) essa guardei-as a sete chaves para que um dia o folclore de Carapeços não sofresse ao ver o seu património cultural em mãos alheias, como acontece com dois grupos do Conselho de Barcelos, cujo seu reportório é composto de danças que recolheram em Carapeços, é neste ponto que a minha referência é bem explicita, quem não tem unhas não toca guitarra, ou seja, quem não tem um programa de danças genuínos ou próprios da sua terra, não estrague para não se sentir envergonhados nas suas actuações de norte a sul do País.
Talvez a mais linda fase vivida no folclore e no trabalho árduo, e os namoricos aos Domingos de tarde. 
Carapeços foi e é, uma terra muito rica em danças e cantares, no passado as raparigas mesmo no árduo trabalho do campo, se destacavam com as lindas cantigas, desafiando qualquer rapaz para esquecer o duro trabalho do dia a dia, do sacho do milho, nas mondas, as roçadas do mato, essa era talvez, a mais dura tarefa do seu quotidiano, dia após dia, no mês de Agosto, com as mãos calejadas, e de socos nos pés, com as caneleiras feitas de esteira para não se picarem, lá subiam monte acima até aos moinhos de vento, ali se repartiam para os lados da Curujeira, para Penoucos, para o Eiteiro, Penedo do Mês, Penedo da Risca etc. etc. No regresso ainda havia forças para as danças, era nos Moinhos de Vento, era no largo da Coutada, até o dia pegar a escurecer, de seguida um adeus até amanhã, pois no dia seguinte voltavam ao mesmo castigo, e de regresso a mesma animação! Mas se á semana havia alegria no final de cada dia de trabalho, aos Domingos fora das portas da “Venda da Areeira” era o gravador

do “Tio Jorge” talvez o único nesse dito lugar, que animava a juventude com gravações em fita magnética, era o folclore que mais alegria dava, aquém por ali passava uma tarde de animação, outras vezes era fora das “Portas da Estrela” havia também as lindas danças com o Davide Coutada (Guedes) a tocar viola, quando o Alexandre tinha também feito para a tocata, muito se dançava com as lindas raparigas da Estrela, do Poças, da Marcolina, nela se incorporavam o Joaquim Pernicas, a Ana Canôco, o Crispim, o Hilário, e mais alguém que por ali passava e faziam o gostinho ao pé, até a “Tia Teresa Né” já com a terceira idade, soltava as lindas cantigas que aprendera de quando era rapariga nova.
Surgiram convites. Mais tarde em 1974-1975 um Rancho de Valença do Minho o “Rancho de Ganfei” convidou o Xavier, o Alexandre, o Domingos Neco, o Manuel do Capitão, o Silvestre, para uma tocata do mesmo , bastantes actuações se fizeram em Espanha e Portugal ,tais como Sesimbra, Lisboa , Fátima, Braga , Póvoa de Varzim, Passos de Sousa ,Viana do Castelo, Valença etc. Até que um dia todos desistiram e me deixaram sozinho, e teve que deixar Valença ,mas não estou arrependido, aprendi muito.
A beber uma cerveja nasceu o Rancho de Carapeços Em 1987, numa tarde de verão no café do Apeadeiro, o Davide Coutada (Guedes) o Joaquim Macedo, o “Alexandre” e o Torcato Carvalho tomando a sua cerveja, abordamos mais uma vez o tema folclore e em Carapeços, procuramos trajes antigos e algumas peças de roupa arranjadas e dirigimo-nos ao turismo, para que nos desse um parecer sobre algumas peças de roupa, lá nos indicaram as mais antigas pois eram as mais indicadas para representar o único folclore do Vale do Tamel.
O Vale Tamel era a indicação certa para usufruir do nome de Rancho folclórico, mas se não fosse aceite teríamos de perder o estatuto de Rancho e alinhar com o nome de grupo Folclórico, tudo isto me moeu a paciência porque Lisboa não queria aceitar a minha proposta, mas como a minha experiência de passar por alguns ranchos mês fez abrir os olhos dando a explicação á Federação Nacional de Folclore que o vale do Tamel era constituído por uma dúzia de freguesias e com bastante riqueza em tradições culturais, seria obvio que cedessem ao meu pedido que finalmente foi aceite. O Davide fez um traje em Viana, e o Torcato outro.
Primeiro ensaio. A partir daqui começamos a ensaiar na casa do Sr. Domingos do Silvério, no lugar do Pereiro, fizemos o anúncio para o ensaio do Rancho, bastante gente apareceu, tocadores dançadores, mas surge uma grande dor de cabeça! Quem pagaria os trajes, e a primeira concertina, o Manuel Fialão era o que tocava concertina o Davide Coutada emprestou a guita, perto de trezentos contos, e já temos concertina, pedimos colaboradores que despendesse de uma certa quantia graças a algumas pessoas que se disponibilizaram a partilhar as despesas que foram necessárias cerca de 100 contos cada uma destas pessoas, Davide Coutada, Torcato Crespo Carvalho ,Alexandre da Cruz Rosas ,Joaquim Macedo ,Afonso Meira, Domingos Silvério, Francisco Assis Correia de Andrade, José Correia de Andrade, António Ferreira Correia, Maria da Silva Rego, foram estes os martirizados deste rancho folclórico.
O primeiro ensaiador boi o Barbosa mas como ele sacudiu a manga do capote pois não quis partilhar as despesas, pouco interesse tinha na sua actividade, não havia recolhas e as danças que se estavam a executar eram apenas meia dúzia não havia saída.
As recolhas das cantigas e danças genuínas de Carapeços O Alexandre tinha-se dedicado às recolhas e ás danças que estavam dento do baú dos mais antigos, mas foi preciso muita dedicação e paciência, e lá fui eu de gravador na mão, á procura do belo tesouro, mais de uma vez bati á mesma porta, até que as baladas e corrupios das danças e cantares eram as mais originais e mais antigas desta terra. Na Areosa era a tia Brasileira, no lugar da Capela a avô do Dr. Tomé, na Areeira a Tia Maria Clementina (capilé) no lugar de S. António a tia Adelaide do Faca, um pouco mais acima a esposa do Sr. António Correia (sobreiro) e no Lugar do Monte a Tia Preciosa, a Tia Laura, a Tia Aurora, a Tia Rosa da Angelina, desta s quatro senhoras foi a Tia Rosa já com os seu 90 Anos e com a sua memória que me deu a luz verdadeira do “Carro Canta” , das “Pombinhas da Catrina” da “Caninha Verde” da “Gota” e outras mais. No Reportório actual, não constam “O Carro Canta” “Caninha Verde”a “ Margarida Moleira”a “Balssada o “Fado” e o “Sapatinho”.O reportório completo será de vinte e sete danças e quase todas tem a sua história, tal como as “Pombinhas da Catrina”, tem uma história muito especial.
Fidalgas da Silva
A cobiça foi longe de mais ,uma tais fidalgas da freguesia de Silva destruíram a Capela de Santa Catarina, para construir com as mesmas cantarias uma Capela Jazigo no Cemitério da sua freguesia.
Tais senhoras eu censuro pela sua longa história do mal fazer, muitos familiares se endividaram para com elas, mal sabiam o que estava preparado para os anos que se sucediam, foi no tempo da primeira guerra mundial, quantos maridos foram para a guerra, ficando as mães com os seus filhos, pedindo para matar a fome recorrendo a essas senhoras pedindo um empréstimo para socorrer os seus filhos mas essa dívida nunca mais seria paga, todos os anos lá levavam do foro ou penhora, eis alguns exemplos. Vinte ou mais rasas de milho, mais duas de feijão, mais três de centeio, uma ou duas galinhas e ovos, consoante o empréstimo que haviam feito. Estas senhoras inteligentes no seu testamento deixaram os seus bens para ao Seminário do Espírito Santo e permanentemente os foros de quantas terras.

Muitos lavradores mais tarde remiram essa dívida, outros não o fizeram, mas com o 25 de Abril de 1974 tudo ficou abolido. Mas S. Catarina não era foreira, nem tão pouco era devedora, mas sim os que lhe pediam para curar suas feridas tanto na alma como no corpo, ao ter uma divida com ela lá iam pagando com orações romeiros e sacrifícios e por ali ficavam o resto do dia com a alegria de ter sido contemplados com a cura, rezavam cantavam e até dançavam, como fez o velho Semião quando beijou o menino Jesus. Nesse
terreiro de S. Catarina nasce a cobiçada e linda dança com os seus belos cantares as pombinhas da Catrina .
Santa Catarina a protectora do Rancho folclórico de S. Tiago de Carapeços
Como os vossos antepassados filósofos e românticos, nunca esqueçamos o que nos ensinaram, pois por muito pouco que seja, tem sempre grande valor e estima. Pois nas minhas orações eu peço sempre a Santa Catarina a sua mão protectora para ao Rancho Folclórico de S Tiago de Carapeços para que nunca seja destruído com fizeram á sua Capela. Este Rancho nas suas actuações tem sempre o gosto e vontade de a saudar com as Pombinhas da Catrina.
O meu desagrado.
Porém com muita pena disto se vê, desculpem-me se o digo com muita amargura da juventude de agora nada ou pouco se aproveite, são as discotecas com as suas danças espalhafatosas músicas para rebentar os tímpanos álcool e demais bebidas são quase sempre sangrentas se por vezes mortes a lamentar, nas festas da aldeia são os conjuntos que pouco sabem, se cantam Português, Inglês, ou Italiano, sei que desertifica a música portuguesa, e a tristeza paira no bom povo português ,por todo o lado há gemidos de instrumentos rufos de tambores , os dançadores fazem gestos e indigestos que mais parece contorcer-se com dores .
Sinto tristeza nas rádios a falta de civismo nas televisões pela transmissão de musicas que envergonham o País ,será que todos perderam o pio? Do canto do rouxinol, á cotovia onde vives, até o negro melro nos alegrava ao nascer do dia ,quantas aves do céu nunca perderam a voz da sua mãe geração, há milhares de anos sempre a mesma alegria no cantar do galo na capoeira o velho madrugador, anunciador da negação de Pedro a Jesus ,até esse é condenado pelo povo, a gripe das aves ,um novo hei rodes apareceu para destruir todas as aves que alegram o Povo da terra.
Assim caminhando de cabeça curvada para aterra ouvindo um sonho a musica que nos deu alegria só o tumulo nos vai dar a paz que merecemos para sempre em Deus descansa com saudades.
Autor. Alexandre Cruz Rosas.