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Escrito por José Pernicas da Silva
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Sexta, 14 de Abril de 2006 |
O Grupo Coral de Carapeços ou Coro Paroquial, é o mais antigo e genuíno grupo da freguesia. Nem houve outros naqueles tempos, sabíamos, salvo grupos espontâneos dele surgidos por cisões acidentais e irrelevantes. Após a implantação da República em 1910, e na década seguinte devido á instabilidade política e ás constantes lutas partidárias em que o Conde de Azevedo, Solar da Lama, deste conselho, esteve implicado, a sua família passou a morar na casa de Carapeços, a actual Casa do Néu, que lhe pertencia. Diz-nos o Major Rodrigues que a sua esposa era desta freguesia e pertencia á família Queirós. (daí ouvirmos falar na casa do Néu, dos Machados ou da Queirosa). E por cá permaneceu enquanto o Conde esteve no Norte de Espanha, nas cercanias de Monção, em frente á sua casa da Valinha. Vem desse tempo a mais antiga referência ao Coro de Carapeços. Foram as filhas do Conde, D. Maria do Carmo, organista, e D. Maria Glória, requerente, quem fundou “um grupo feminino de cantoras….muito apreciado nas ocasiões das festas e das horas de piedade Maj. Ibidem, pags.111-112). Entre as as famílias desta freguesia mais predispostas para a música sempre se destacou a família Andrades. Tal acontece ainda hoje quer no Coro Paroquial como Orfeão. Maria dos Prazeres Andrade, nascida em 1918, juntamente com as suas primas “Mitras” pertenceu ao primeiro grupo Coral, que encontramos ao entrar nesta paróquia. Ela nos falou nas filhas do Conde. Há cerca de quarenta anos, Custódia Ferreira Correia, a “Custódia organista”, da mesma família, após ter adquirido uma boa formação musical de solfejo e harmónio, tem dedicado grande parte da sua vida à música litúrgica. Executando com fidelidade e rigor toda a música religiosa, conseguiu dar ao Coro Paroquial de Carapeços um alto nível musical que raros atingiram, Esporadicamente, tem colaborado em festas de música profana. Presentemente mais duas esperançosas organistas: Maria do Carmo Correia da Silva e Maria Salomé Dias Rodrigues começaram a colaborar, com grande empenho, no coro paroquial, dedicando um cuidado particular ao Coro Infantil, há pouco formado em 2002.
Liv. Padre. Alcino: História de Carapeços e S.Leoc.págs. 278 -279
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