Em 2 de Setembro de 1883 foi deliberado em reunião de junta por recomendação da Câmara que os enterros deixariam de se fazer dentro da Igreja e passariam a ser feitos no seu exterior, no adro.
Na reunião de junta de 23 de Setembro de 1883 depois de muita discussão, deliberou unanimemente, que o cemitério interino fosse no adro da igreja, e que o definitivo fosse construído num terreno no lugar do Pereiro de Maria de Sousa, viúva desta freguesia, se após as vistorias ao terreno apresentassem as condições necessárias para o efeito.
Compra de terreno para o Cemitério
Em 11de Maio de 1913 em reunião de junta foi discutido alienação de baldios para arranjar receita para a construção do cemitério, estimava-se em cento e trinta mil metros quadrados, os baldios cedidos aos moradores, que neles plantavam árvores e nelas faziam cortes e as aproveitavam para lenha.
Alienar os baldios não era tarefa fácil, pois faltava aceitação da Comissão Distrital da parte do estado, e como veio apenas aprovação para alienação da partilha do “Monte Largo”não satisfazia as necessidades financeiras não se avançou.
Em 17de Janeiro de 1918 foi entregue um translado da cópia da escritura pertencente á compra do terreno para a construção do cemitério paroquial.
Construção do Cemitério.
Era irremediável a construção do Cemitério. Em Novembro de 1919 a junta sem dinheiro teve que recorrer a um empréstimo de mil e quinhentos escudos a uns particulares que emprestaram, e seguidamente durante cinco anos com a contribuição de 50 por cento sobre a contribuição do Estado que durante cinco anos se pagaria a referida importância.
O terreno comprado para construir o Cemitério foi o mesmo onde se encontra hoje a Escola e a Casa do Povo, mas foi necessário trocar pelo terreno actual, uma vez este não ser o mais adequado.
Na acta de 5 de Junho de 1921, pelo então presidente da junta José Ferreira da Cunha, foi apresentada a proposta de arrematação do Cemitério, sendo a melhor oferta oferecida por Manuel Domingos de Sousa, este pedreiro da freguesia de Lijó que se prontificou a fazer a obra pela quantia de dois mil novecentos e noventa escudos.
Venda de sepulturas.
Em 1926 aparecem em acta a venda das primeiras sepulturas, numa delas podemos ler o requerimento de Rosa Pires Ferreira “Viúva” na compra de uma sepultura com dois metros quadrados pagou cento e cinquenta escudos.
Primeiro coveiro.
Em 2 Dezembro de 1926 a junta afixou um edital para a recolha de propostas referente aos serviços de limpeza e enterramentos no Cemitério, depois de aparecerem muitos pretendentes a proposta mais vantajosa foi a do cidadão David Domingues Coutada que se prontificou a fazer todos os serviços durante um ano, pela quantia de oitenta e quatro escudos. Tornando-se o primeiro coveiro desta freguesia.
Carros de bois serviam de meio de transporte para matérias.
Em 21.abril de 1928 as obras estavam já em fase adiantadas, os carretos de material foram postos em praça, nesse dia mas ninguém apareceu até que apareceu o único com uma proposta de 275$00 José Miranda Linhares da freguesia da Silva. Os outros concorrentes pretendiam que fosse por propostas por carreto o que não convinha á Comissão.
Portão do Cemitério.
Em 02-07 1929 foi entregue á proposta mais vantajosa para mandar colocar o portão do cemitério, foi a um cidadão de Barcelinhos, Hermínio Gomes de Faria que se comprometeu a executar o serviço pelo preço de mil duzentos e cinquenta escudos.
Pedra do Repouso
Em 18 -03-1934 foi deliberada em sessão de junta depois de terem recebido várias reclamações dos moradores desta freguesia, para a colocação de uma pedra de repouso, depois de ser analisadas todas as propostas verificou-se que a oferta mais vantajosa foi a de Francisco Crespo de Carvalho. Casado e montante desta freguesia. Pela quantia de cinquenta escudos.