Nos anos cinquenta os únicos estabelecimentos comerciais da Freguesia eram as "vendas" que se dedicavam exencialmente ao comércio de mercearia e as "tascas" que se dedicavam aos comes e bebes. Damos conta dessas casas existentes nessa época.
“Tasca do Tio Jorge”
Situada no largo da Arieira, a tasca do “tio Jorge”, era um local acolhedor, uma refência na época, fora de portas, nas tardes de Domingo, juntavam-se os rapazes e raparigas, para aí cantarem e dançarem o folclore, o próprio tio Jorge dispunha de um gravador (coisa rara naquela época) que punha numa janela para melhor se fazer ouvir no exterior, muito se dançou naquele largo. E quantos casamentos se arranjaram!? O tasco era fomoso ainda pelos bons petiscos e pelo vinho tinto vendido á tigela. As pessoas que não gostavam do folclore tinham o jogo para se distrairem, o jogo das cartas dentro da tasca e ao ar livre o jogo a malha. O tasco do tio Jorge era de longe o mais popular nesta freguesia.
Mais tarde o tio Jorge passou a tasca ao Sr.Pisqueiro no ano de 1973, este passou-o ao Sr. Sardinha em 1980, e no dia 1 de Abril de 1981 tomou conta o Sr. Augusto Coutada da Silva, o primeiro frigorífico foi comprado pelo Sr. Pisqueiro (coisa muiro rara na freguesia), com esta melhoria, que permitui servir a cerveja fria, no tempo do tio Jorge a cerveja era servida consoante a temperatura da água da mina ali existente, que era onde o tio Jorge punha as cervejas a refrescar. Ali se manteve a tasca com o mesmo ambiente, muitas das pessoas ainda se lembram dessa tasca, até ao dia em que o Sr. Augusto em 1982 decidiu mudar para o café, um estabelecimento moderno existente um pouco distante. (Café da Arieira).
“Tasca do Cambuca”
No Lugar da Picota existia uma venda de mercearia, pertencente a um Senhor de apelido Cambuca. Era das lojas mais importantes da freguesia uma vez que era ali que estava instalado o posto público de telefone e também dos Correios de Portugal (único local onde se podia enviar e levantar correio), recordamos que naquela época não havia carteiros a distribuir pelas freguesias. Em 1970 ainda se mantinha como depósito de correspondência.
A tasca do Cambuca foi o primeiro estabelecimento a ter um frigorifico, e mesmo assim era um aparelho usado que veio de um armazém de distribuição no Porto, pertencente ao Sr. Félix Barbosa.
“Tasca do Granja”
No Lugar da Quinta existia a tasca do “Granja”. Provavelmente a tasca mais característico que mais parecia uma taberna era frequentado por uma clientela mais idosa, que se juntava para jogar às cartas. Em conversa com um cidadão que era rapazote daquele tempo dizia que o tio Granja dava um rebuçado a cada rapaz que lá fosse comprar o petróleo! Curioso ou (não) o Alexandrino ao saber disso passou a dar dois! E a seguir o Cambuca dava quatro! Já havia a concorrência nesta altura.
“Venda do Palmeira”
No Lugar da Igreja existia a “venda do Palmeira”, ali mesmo ao lado do adro, um bom local para o negócio pois estava no centro da Freguesia e situava-se junto da Igreja.
“Tasca do Alexandrino”
No Lugar da Seara (ao pé do Apeadeiro) existia a venda do "Alexandrino", que também era alfaiate, mais tarde pertenceu a um cidadão de Tamel S. Fins, Sr. Francisco Rosas.