Vamos proceder à resenha, que nos solicitaram, dos autores de Carapeços.
Numa
ordem, quanto possível cronológica, socorremo-nos apenas da memória,
deixando aos mais atentos navegadores da Internet a possibilidade de
relembrarem outros que escapem.
Os
livros mais antigos
deste elenco foram reproduzidos em ciclostilo, uma técnica de impressão
que precedeu o uso das fotocopiadoras. Não são ainda antigas essas
maquinetas antes utilizadas e, agora, transformadas em peças de museu.
A propósito apraz-nos recordar que, na segunda metade do século
passado, a mais primitiva e a primeira que vimos em Carapeços pertencia
a Francisco da Mota Vieira, vulgo, Francisco Manica. Foi ele, também,
uma das pessoas mais curiosas e interessadas na busca e recolha de
notícias referentes à sua terra, como no uso das máquina de escrever,
fotográficas, radiogravadores e tudo que fosse novidade. Um indivíduo
curioso, interessante e inovador, que um choque traumático transformou
no que hoje
é.
Major Rodrigues
1º
- F. A. F. R., criptónimo de Francisco António Ferreira Rodrigues, é o
primeiro autor de Carapeços. Escreveu - RETRATO DA VIDA - publicado em
Nampula, no ano de 1967. Divulgado em ciclostilo, numa edição muito
limitada para oferecer aos familiares e a um número muito restrito de
amigos, diz no frontispício:
RETRATO DA VIDA – Sonhos visionários – Memórias simples já passadas - Moçambique/Nampula – 1966.
Nascido
em 1905, faleceu em Carapeços no dia 23-03-1978. É uma curiosa
autobiografia que expõe a privacidade da vida dum genuíno filho de
Carapeços, perfeitamente reveladora do modo de ser e do viver da sua
terra.
O livro constitui a principal senão a única e mais segura
fonte da história de Carapeços, da primeira metade do século XX. Sempre
procurou, à sua maneira, promover a terra natal. Tem um lugar destacado
em “ A Igreja de Carapeços – O templo e o povo”. E foi das pessoas que
mais se empenharam na reconstrução de Carapeços, a começar pela
construção da actual Residência Paroquial, nem sempre bem acompanhado e
compreendido pelos que o rodeavam. Por tudo o que fez de positivo
merece ser lembrado com respeito e ver honrada a sua memória.
(Sendo
uma edição particular, muito pouco divulgada, todos os interessados no
conhecimento da história de Carapeços devem procurá-lo junto dos
familiares, os seus primeiros destinatários. Ou ver excertos do mesmo
em A IGREJA DE CARAPEÇOS, acima referido, nas páginas 92 a 110)
2º - Alcino da Cunha Pereira - A IGREJA DE TAMEL, SANTA LEOCÁDIA (Barcelos) – Abril de 1984.
Após
as obras de reconstrução e restauro da igreja de Santa Leocádia de
Tamel, para conhecimento do trabalho realizado, foi escrito um pequeno
opúsculo dactilografado, de 78 páginas, sem grandes pretensões, com a
intenção de preservar a memória do passado. Eram tempos de mudança. O
tempo se encarregou de lhe emprestar o interesse que hoje desperta.
Trabalho fotocopiado e divulgado entre os naturais, a quem se
destinava, é mais um dos documentos que ficou como subsídio para o
conhecimento da história destas freguesias.
3º - A IGREJA DE CARAPEÇOS – de Alcino da Cunha Pereira, 1988, envolve o templo e o povo. O subtítulo, “Apontamentos para a sua história” resume o conteúdo e a intenção do autor.
Teve
uma pequeníssima edição fotocopiada e encadernada, de 308 páginas,
depois impressa com melhor qualidade. Descreve a terra, o templo e o
povo. A transformação da igreja, com muito trabalho, suor e lágrimas
é a história reveladora da época em que foi realizada.
Uma história real, escrita com autenticidade, cheia de sol e sombras.
Bem documentada, mostra as horas da mudança.
Constitui um marco e ponto de partida do evoluir de Carapeços.
Precisa,
hoje, de uma leitura atenta e apaixonada, que desperta recordações
vivas dos muitos que nela participaram. Mesmo lido desapaixonadamente
nos poderá dar uma panorâmica da época. Encontra-se muito espalhado
pela freguesia.
4º - OS LIMITES ENTRE CARAPEÇOS E SILVA, de A. P. – São três cadernos complementares, dos anos 1993 – 1995, com 180 páginas:
I – A Questão, seu óbice, notas e “dossier”, 74 páginas;
II – Complemento, 74;
III – Anexo, 42.
É o estudo duma
questão polémica que poderá ter antecedido a elaboração do Tombo de
Carapeços, de 1549, mas deixou de ter razão de ser quando este, em 14
de Agosto do sobredito ano, foi aprovado por D. Manuel de Sousa,
Arcebispo e Senhor de Braga Primaz.
A querela dos limites promovida
pelo actual autarca da Silva, a partir de 1973, atenta contra a
identidade territorial e colectiva de Carapeços, que os leitores
poderão conhecer melhor se consultarem estas notas e quando promoverem
um “crosse” à volta de Carapeços, para localizarem os marcos
divisórios, que garantem os limites da freguesia. Pode ser pedestre,
em ciclocrosse ou motocrosse para os jovens; autocrosse ou
“jipecrosse”, para os seniores. Uma forma de se demonstrar o valor do
atletismo e da preparação física actual, pois, no “antigamente” era de
chancas e tamancos que os veteranos, d’hoje, carregando pesadas
ferramentas agrícolas, percorriam todos os recantos de Carapeços.
Apresentamos
esta sugestão como proposta aliciante aos atletas e a quantos gostem de
conhecer Carapeços, que poderia ser apoiada pela autarquia.

Cadernos culturais:
5º - A PROCISSÃO DOS PASSOS DE CARAPEÇOS E AS ENDOENÇAS, de A. P. - 1
997.
Conscientes
do interesse e importância alcançada pelas Procissões dos Passos,
restauradas no dia 14 de Março de 1982, na paróquia de Carapeços e
promovidas pelo saudoso Padre Olavo Teixeira Martins, da Congregação do
Espírito Santo, verificamos, no princípio de 1997, que a mor parte das
pessoas já não conseguiam quantificar nem periodizar os eventos.
Pareceu-nos
necessário fazer um breve estudo sobre as procissões e a palavra
“endoenças” que, neste ano (2006), voltou a aparecer em alguns
programas festivos, nomeadamente na cidade de Barcelos, relacionados
com a Paixão do Senhor.
São notas religioso-culturais, para promoção das pessoas, que se não devem ignorar.
6º - A IGREJA ROMÂNICA DE TAM
EL SANTA LEOCÁDIA, de A. P. – 1997.
É
um caderno de artigos publicados em “O Barcelense”, que vão de 6-9-1997
a 8-11-1997. Visavam despertar a atenção das pessoas para um património
arqueológico ignorado, existente na freguesia e estranhamente
desconhecido pelos estudiosos da região.
Parece-nos que valeu a pena. A partir da sua descoberta e valorização, muitas pessoas prestam mais apreço ao que
possuem, mormente ao verificar como tem contribuído para a promoção da terra.
Job Pires
7º - O JOGO DA BOLA DE CARAPEÇOS, de Vicente Leirós. 1997.
Dedicado
pelo autor “À memória do tio Zé Mitra, seu avô e padrinho”, Vicente
Leirós não pode ser outro diferente de Job Pires Tomé, da família dos
Mitras.
Job Tomé
habitualmente
fora da sua terra (Carapeços e Santa Leocádia) por motivos
profissionais e familiares, jamais esqueceu ou deixou de se interessar
e colaborar na promoção destas freguesias. De reconhecida e grande
formação musical sempre prestou singular atenção ao estudo do folclore
e à etnografia da sua terra. Dedicando à investigação e ao estudo todos
os momentos livres, por feitio insatisfeito e perfeccionista, pensamos,
tarda em apresentar os seus trabalhos.
A partir dum relato do Jogo
da Bola (ver em Retrato da Vida - págs.22-23 ) faz um estudo rigoroso
do mesmo, situando-o no seu contexto local, temporal e etnográfico.
Mais do que um mero toponímico, como hoje é considerado, este rico
opúsculo é indispensável para um melhor conhecimento de Carapeços.
O limitadíssimo número de exemplares (q
uanto
sabemos) espalhados pela família e alguns amigos, do tempo do jogo da
bola, carece de maior divulgação. Deve encontrar-se na posse dos irmãos
e desses amigos a quem os deverão pedir.
Job Pires Tomé, neste momento - Maio de 2006 – tem entre mãos um
trabalho inédito, que aguardamos com o maior interesse. Confiemos
supere inteiramente a grave crise de saúde que agora (Abril de 2006)
atravessa e todos possamos beneficiar desse trabalho.

José da Costa ( Zilo)
8º - POEMAS DO ZILO, Vol. I - 1998 – 94 páginas. Edição da Junta de Freguesia.
José da Costa – o ZILO ou TIO ZILO – nascido em
Carapeços em 19-9-1920 é uma figura típica e popular de Carapeços.
Formado na escola de Carapeços com o diploma da 4ª classe, era dotado
dum espírito irrequieto e observador. As andanças da vida pela sua terra,
pelo
país e pelo estrangeiro, onde foi quase tudo: trolha, pedreiro,
picheleiro, canalizador, vidreiro, pintor, etc. etc., completou a sua
formação. Filósofo mordaz, com seus ditos cáusticos e sapienciais,
autoproclamou-se poeta popular. As suas críticas e originalidades
definem-lhe a simplicidade e o temperamento.
Assis Tomé no prólogo do I volume impresso (ficou por aí) dá-nos um
retrato real da pessoa. Não queremos dizer mais. Só a leitura dos seus
“poemas” poderão indicar quanto valem e despertar em cada um o apreço
que merece.

9º - À VOLTA DA IGREJA ROMÂNICA DE TAMEL SANTA LEOCÁDIA de A. P. – 1998-1999.
É outro caderno cultural, de 52 páginas, onde se recolheu nova série de
artigos, publicados em “O Barcelense”, desde 25-07-1998 a 6-3-1999, com
mais subsídios para uma monografia de Santa Leocádia.
Ao verificarmos o desconhecimento e o desprezo do património local e a
falta de consciência do seu interesse e valor, perante o seu abandono e
a ruína iminente do que restava, foi um alerta em vista da sua defesa e
preservação. Procurou-se as pessoas mais antigas e conhecedoras,
despertou-se a memória de outras, fizeram-se buscas e avivou-se o inter
esse. Daí resultou este registo.Valeu a pena.
A
autarquia assumiu responsavelmente o seu papel e foi incansável nas
diligências que fez e no apoio prestado. Acaba, nesta data (Abril de
2006), de pôr a descoberto as ruínas da Capela de São Tomé, que antes
não passavam de um mero topónimo. Um trabalho realizado por peritos e
alunos da Universidade do Porto, com a colaboração dos técnicos do
Gabinete de Arqueologia da Câmara Municipal de Barcelos. Aguardamos,
agora, a elaboração do respectivo relatório, antes de procedimentos
futuros.
.
Hoje Santa Leocádia é outra, aumentou a sua auto-estima, usufrui de
inúmeras facilidades e atraiu a si atenção e o respeito dos vizinhos e
caminhantes.

10º - AS TERRAS DE S. TAMEL de Alcino da Cunha
Pereira –1999.
É
outro caderno cultural, de 52 páginas, onde se recolheu nova série de
artigos, publicados em “O Barcelense”, desde 25-07-1998 a 6-3-1999, com
mais subsídios para uma monografia de Santa
Leocádia.
Ao verificarmos o desconhecimento e o desprezo do património local e a
falta de consciência do seu interesse e valor, perante o seu abandono e
a ruína iminente do que restava, foi um alerta em vista da sua defesa e
preservação. Procurou-se as pessoas mais antigas e conhecedoras,
despertou-se a memória de outras, fizeram-se buscas e avivou-se o
interesse. Daí resultou este registo.Valeu a pena.A autarquia assumiu
responsavelmente o seu papel e foi incansável nas diligências que fez e
no apoio prestado. Acaba, nesta data (Abril de 2006), de pôr a
descoberto as ruínas da Capela de São Tomé, que antes não passavam de
um mero topónimo. Um trabalho realizado por peritos e alunos da
Universidade do Porto, com a colaboração dos técnicos do Gabinete de
Arqueologia da Câmara Municipal de Barcelos. Aguardamos, agora, a
elaboração do respectivo relatório, antes de procedimentos
futuros..
Hoje Santa Leocádia é outra, aument
ou
a sua auto-estima, usufrui de inúmeras facilidades e atraiu a si
atenção e o respeito dos vizinhos e
caminhantes.
É
mais um caderno de temas ou notas culturais destas freguesias de
Carapeços
e
Santa Leocádia, consideradas as terras altas do Tamel, publicadas
n’ “O Barcelense “ entre 22/5 e 31/7/1999.
Embora “As Memórias
Paroquiais de Carapeços, de 1758, mencionem o Vale de Tamel e, mais
tarde, José Augusto Vieira no seu “O Minho Pittoresco”, de 1887, nelas
fundamentado, nos faça uma bela descrição de todas as freguesias deste
vale, raramente ou nunca as víamos serem nele localizadas. Nos
documentos mais antigos (Censuais e Inquirições) eram tidas por Terras
de Neiva e do Arcediagado ou da Vizita do Neiva. Mais tarde a C P ao
localizar a Estação de Tamel, na freguesia de Aborim, no vale do Rio
Neiva, veio aumentar o equívoco e a confusão. Um verdadeiro atentado
cultural porque é nas vertentes sul do Monte Tamel até ao Rio Cávado
que se encontram todas (quatro ou seis) as freguesias “Tamel” ou
do
vale do Rio Tamel, que expressam essa designação no próprio nome.
Inconformados,
escrevemos estas notas. E foi no decorrer das buscas documentais que
nos apareceu refulgente a figura de São Tamel.
Ao estudarmos
um mero topónimo surge inesperadamente um antroponímico ou, com mais
propriedade, um verdadeiro hagiotopónimo. (Se para alguns leitores ou
navegadores da Internet este parágrafo parecer uma “charada”, com a
ajuda de qualquer dicionário a poderá resolver).
Foi baseados nestes
estudos que a escola EB 2/3, de Lijó, se viu integrada no “Agrupamento
do Vale do Tamel”. Uma designação mais apropriada. A luz partiu de
Santa Leocádia de Tamel.
11º - A HISTÓRIA DE CARAPEÇOS E DE SANTA LEOCÁDIA DE TAMEL de Alcino da Cunha Pereira – 2003 – 320 páginas.
Ao
acrescentarmos no frontispício “Nos documentos líticos, cerâmicos e
escritos” queremos dizer que este estudo vêm das mais remotas origens
(dos celtas e romanos) até agora. Estudam o ontem e o hoje destas
freguesias, pois “A Igreja de Carapeços” quase só respeita o tempo
actual.
Este livro, como qualquer outro, só poderá ser
devidamente compreendido se for lido ou consultado (bastará, pelo
menos, ver o prólogo e o índice). Completa todos os anteriores, que
serviram de subsídio para a sua elaboração e explica o motivo que tem
preo
cupado
alguns leitores de verem integradas no mesmo trabalho duas paróquias
autónomas e diferentes. Porque os indivíduos pouco valem quando se
isolam da sociedade que os rodeia, acontece o mesmo com as paróquias
que se não integram no meio que as envolve. Eis a razão.
Fica tudo dito, pois esta e todas notas supra são uma resenha que não substitui a consulta ou a leitura.
12º
- PATRIMÓNIO RELIGIOSO E CIVIL DE CARAPEÇOS E DE SANTA LEOCÁDIA DE
TAMEL, de Alcino da Cunha Pereira - 2005 – com 307 páginas.
Trata-se
de um álbum-inventário histórico e biográfico referente a tudo o que
escrevemos anteriormente. Privilegiámos a documentação fotog
ráfica,
aproveitando os maiores recursos da tecnologia actual, e reduzimos as
notas escritas, deixando nos trabalhos anteriores uma informação mais
completa.
Observação:
A
história como a lexicografia não se esgota com o trabalho de um só
autor ou com um só livro. O nosso contributo não passa de apontamentos
seguros para o futuro postos à disposição dos mais novos.
Saudamos, por isso, o livro e o novo autor de Carapeços, que se segue:

"Mara Benardete"

13º
- Imigrantes: Uma Nova Face da Sociedade Portuguesa – Um estudo de caso
no concelho de Barcelos, de Maria Bernardete Domingues Esteves Meleiro
– Braga - 2004.
É um trabalho curricular
de 324 páginas, de “Mestrado em Estudos Europeus – da Escola de
Economia e Gestão”, orientado pelo Professor Doutor Carlos Silva, da
prestigiada Universidade do Minho.
Honra-nos, sobremaneira, a presença da autora nas terras de Carapeços, a quem
desejamos felicidades e os maiores êxitos pessoais, familiares e profissionais.
Ao
enunciarmos os autores e livros de Carapeços, que podem servir de
fontes da história destas freguesias, não devemos esquecer
Teotónio da Fonseca e o Doutor Carlos Alberto Brochado de Almeida. São
dois autores que, não sendo de Carapeços, trilharam os nossos caminhos
e rebuscaram nos arquivos os documentos onde se baseia a nossa história:

a) Teotónio da Fonseca faleceu em 9 de Novembro de 1937, com sessenta e um anos. O concelho de Barcelos Aquém e Além Cávado
é
um clássico, onde vão beber todos os estudiosos e amantes da história
das freguesias de Barcelos, até ao referido ano de 1937. Foi editado no
ano de 1948 pelos seus filhos. E reproduzido em edição
facsimilada, no ano de 1987, pela Misericórdia e pela Câmara
Municipal de Barcelos.
Esgotada a segunda edição (1987) torna-se fácil a sua consulta nas bibliotecas ou recorrendo aos particulares.
b) Carlos Alberto Brochado de Almeida compendiou, também, em dois volumes (Norte e Sul), o Inventário Arqueológico, do concelho de Barcelos.
Constituem
a sua tese de Doutoramento sobre o “Povoamento Romano do Litoral
Minhoto Entre o Cávado e Minho”, defendida na Faculdade de Letras da
Universidade do Porto, no ano de 1997 e, hoje, o estudo mais
actualizado e indispensável para um mais profundo conhecimento de cada
freguesia e, consequentemente, de Carapeços e Santa Leocádia de Tamel.
Os
dois volumes fazem parte da Colecção Barcelos Património da Câmara
Municipal de Barcelos. Abrangendo todo o concelho, não percebemos
porque se não intitulou “ . . . Entre o Este (rio) e o
Minho”.
Carapeços, 3 de Maio de 2006
A. P.
Alcino Pereira
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