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A Casa de Nazaré, que era a “menina dos olhos“ do Senhor Pe. Olavo Teixeira, celebrou os dias 28 e 29 de Dezembro, passado, dois acontecimentos memoráveis: o primeiro aniversário do seu falecimento e um sarau musical, de grande nível artístico, promovido pelo novo pároco e pela paróquia de Carapeços, também, em sua memória.
Sede principal do Movimento dos Apóstolos do Imaculado Coração de Maria, inaugurada em 3 de Abril de 1971, a sua razão de ser, sempre esteve aberta a outras actividades culturais, artísticas e recreativas em favor da paróquia ou de grupos de fora, que a solicitavam. A presença do Senhor Pe. Olavo, nesses momentos, tornou-se uma constante sempre que as suas actividades apostólicas o permitiam.
Nestas noites de saudade e homenagem todos sentiram vivamente essa presença, dado os principais grupos actuantes terem sido objecto da sua ajuda, interesse e amizade. Ninguém ignora a faceta artística e a aptidão e cultura musical que fluía da sua pessoa e envolvia o seu apostolado. Incentivava, colaborava e aplaudia. E mostrava-se feliz quando essas realizações tinham lugar na Casa de Nazaré.
Os acontecimentos:
1 – A celebração. Pelas 21 horas do dia 28, o amplo salão da casa, transformado em capela, abriu as portas a todas as pessoas do Movimento e de Carapeços, Santa Leocádia e freguesas vizinhas que desejaram participar na cerimónias litúrgicas e nos sufrágios do primeiro aniversário do seu passamento. E muitas foram.
Presidiu à celebração o Senhor Pe. Dr. Manuel de Sousa Gonçalves, da Congregação do Espírito Santo, seu afeiçoado discípulo, nos estudos, e dedicado enfermeiro nos últimos dias e na hora extrema. A sua palavra simples e sentida deixou transparecer verdadeiros sentimentos de veneração por aquele que foi seu mestre e amigo desde o tempo da sua formação. Com ele concelebraram o P. Alcino, pároco resignante e o novo pároco de Carapeços, Pe. Dr. João Manuel Pinheiro Antunes.
Comungando os mesmos sentimentos de dor a saudade, avivadas pela palavra quente do celebrante principal, a numerosa assistência formada pelos referidos membros do Movimento, os amigos e admiradores do Pe. Olavo e da obra que nos deixou, viveram intensamente esta hora de saudade e gratidão por quanto nos deu. Paz à sua alma e que a sua memória perdure como uma benção para todos.
2 – O concerto. Não foi propriamente um concerto, mas sim um animado sarau natalício em que actuaram todos os grupos da paróquia, não obstante o Coral Magistroi ou Orfeão de Carapeços, envergando o traje das horas mais solenes e acompanhado por um consagrado e exímio grupo de instrumentistas tenha brindado a assistência com um autêntico concerto de músicas natalícias das suas mais notáveis actuações.
Não podemos esquecer que o Senhor Pe. Olavo foi dos primeiros convidados, pelos fundadores do Grupo, para orientador artístico do Coro. E foi no mesmo salão que, em 1977, fez a sua apresentação como G.S.A.C.C. (Grupo Social Artístico e Cultural de Carapeços). Com um longo percurso, de tantos anos de ensaios contínuos e actuações pelo país e pelo estrangeiro, nada admira tenha dado um concerto de grande nível em homenagem ao Senhor padre Olavo e ao povo de Carapeços.
A catequese e as famílias de Carapeços foram especialmente convidadas.
A seguir actuaram o coro infanto-juvenil da igreja de Carapeços, o Coro Santa Cecília da Academia Musical, o Coro Paroquial e o recém formado Grupo dos Jovens, com novos ritmos, danças e cantares. Tudo na maior harmonia e animados pelo espírito de Natal.
O Coro Paroquial, o mais antigo grupo musical de Carapeços, sempre acompanhou o Senhor Pe. Olavo, desde 21 de Julho de 1957, quando foi benzida a primeira pedra da Casa de Nazaré, em todas as acções litúrgicas por si presididas na igreja paroquial, nas horas mais solenes e nas vigílias, que têm continuado, após a sua morte, naquela casa. É, de todos, o grupo mais activo e prestimoso da paróquia de Carapeços. Que o grupo infanto-juvenil seja uma verdadeira escola e viveiro renovador da música e da pastoral litúrgica de Carapeços e mereça a compreensão, o carinho e a ajuda de todos. São dignos dos maiores elogios os seus promotores e as suas dedicadas ensaiadoras e organistas.
Na sua actuação o Coro de Santa Cecília aproveitou a circunstância e evocou a memória do Homenageado apresentando alguns números de sua autoria, com agradável surpresa da assistência.
Merece uma palavra final, de estímulo, o Grupo dos Jovens, ao qual auguramos um promissor futuro na dinamização da vida paroquial e da juventude de Carapeços.
Noite inesquecível e cultural a registar na história hodierna da freguesia e da Casa de Nazaré. Um sincero parabéns a todos.
Alcino Pereira
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